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Colaboradores
- HUGO RAFAEL LYNCH HIRIART
- ISABEL FORTUNATTI( A GAÚCHA)
- LAURO MARCELO SOTERO TENÓRIO
- MARCOS ALEXANDRE BORGES DE MEDEIROS-BENEDETTO(O GAUCHO BRASILEIRO DA FRONTEIRA)
- MARIA MARTA ADELAIDA HIRIART LYNCH
- MARIO ALBERTO BENEDETTO LYNCH
- MAURO CAMILO BRITO GARGANTINI (GAÚCHO DO PAMPA BRASIL)
- NATASHA ZILDA ZENOVIEV(A RUSSA BRASILEIRA)
- RAUL VALENTIN LYNCH HIRIART
- ROBERTO MARIO BAGGIO
- VERA LUCIA ZENOVIEV(GAÚCHA RUSSA)
- victor julio victorini boyadjian
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sexta-feira, 4 de junho de 2021
Biden reconhece como genocídio o massacre contra cristãos armênios
Biden reconhece como genocídio o massacre contra cristãos armênios
O presidente dos EUA, Joe Biden, reconheceu como genocídio os massacres e deportações sistemáticas de centenas de milhares de cristãos armênios pelas forças do Império Otomano no início do século 20.
Biden usou um termo para designar as atrocidades do extermínio de mais de um milhão e meio de armênios nas mãos do Império Otomano, que seus antecessores na Casa Branca evitaram por décadas em meio a preocupações com a alienação da Turquia.
Com o reconhecimento, o líder americano cumpriu uma promessa de campanha que fez um ano atrás na comemoração anual do Dia da Memória do Genocídio Armênio para reconhecer que os eventos de 1915 a 1923 foram um esforço deliberado para exterminar os armênios.
O presidente Joe Biden, usou uma proclamação presidencial para fazer anúncio no 106º aniversário do início do massacre, lembrado nos Estados Unidos.
“A cada ano, neste dia, lembramos a vida de todos aqueles que morreram no genocídio armênio da era otomana e nos comprometemos a evitar que tal atrocidade ocorra novamente”, disse o presidente em comunicado.
“E vamos buscar a cura e a reconciliação para todas as pessoas do mundo. O povo americano homenageia todos os armênios que morreram no genocídio que começou há 106 anos hoje.” Disse, Biden.
O Ministério das Relações Exteriores turco disse em um comunicado: “Rejeitamos e denunciamos nos termos mais veementes a declaração do presidente dos Estados Unidos a respeito dos eventos de 1915 feita sob a pressão de círculos armênios radicais e grupos anti-Turquia”.
O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, tuitou que “palavras não podem mudar a história ou reescrevê-la” e que a Turquia “rejeitou completamente” a declaração de Biden.
Minutos antes do anúncio de Biden, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan enviou uma mensagem à comunidade armênia e patriarca da Igreja armênia, dizendo que “a cultura de coexistência de turcos e armênios” não deveria ser esquecida.
Disse que o tema foi “politizado por terceiros e convertido em instrumento de intervenção contra o nosso país”.
O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, chamou o reconhecimento de Biden de “um passo poderoso”, dizendo que “reafirma a supremacia dos direitos humanos e dos valores nas relações internacionais”.
Ele acrescentou: “Deste ponto de vista, é um exemplo inspirador e inspirador para todos os que desejam construir juntos uma sociedade internacional justa e tolerante”.
E o Sr. Pashinyan disse em uma mensagem ao Sr. Biden: “Eu aprecio muito sua posição de princípio, que é um passo poderoso para a restauração da verdade e da justiça histórica, um apoio inestimável aos descendentes das vítimas do genocídio armênio.”
A Turquia rejeita veementemente o rótulo de genocídio, admitindo que muitos morreram naquela época, mas insistindo que o número de mortos está inflado e as mortes resultaram de distúrbios civis.
O Império Otomano empreendeu o genocídio contra os cristãos armênios a partir de 1915, uma política que continuou durante os primeiros anos da República da Turquia. Estima-se que pelo menos 1,5 milhão de cristãos armênios foram mortos ou deslocados da atual Turquia.
forçando muitos armênios a se reassentarem em outros lugares e fazendo com que grandes populações armênias cresçam em todo o mundo, como na Califórnia.
Recentemente a Turquia, apoiou as agressões do Azerbaijão contra armênios que viviam em Nagorno-Karabakh, onde tropas azerbaijanas ao lado de mercenários sírios pagos pela Turquia invadiram a região e assumiram o controle após um acordo de cessar-fogo intermediado pela Rússia em dezembro.
Evidências de violência contra civis armênios e destruição de locais religiosos durante este conflito sugerem algum ódio religioso e étnico contra os cristãos armênios ainda mantido por muitos, uma reminiscência do genocídio de mais de um século atrás.
O Diretor da International Christian Concern (ICC), Matias Perttula, saudou a declaração do presidente, dizendo: “Nós da ICC elogiamos o presidente Biden por enfrentar a Turquia com esta designação”.
“Os cristãos armênios continuam a sofrer por causa da sistemática campanha otomana de 1915, e os Estados Unidos devem à comunidade armênia estar com eles em solidariedade, reconhecendo seu sofrimento”.
“Como herdeiros da mais antiga nação cristã no mundo, os armênios são parte integrante da comunidade global de cristãos e devem desfrutar da liberdade religiosa livre de perseguição”. Concluiu, Matias.
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quinta-feira, 3 de junho de 2021
Joe Biden reconhece genocídio armênio ocorrido na 1ª Guerra Mundial
Joe Biden reconhece genocídio armênio ocorrido na 1ª Guerra Mundial
É a primeira vez que um presidente americano usa o termo para se referir ao extermínio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano. Turquia reage e define a iniciativa como "oportunismo político".
Pessoas carregando tochas em direcao a memorial do genocidio
Anúncio foi feito no Dia da Memória do Genocídio, em que armênios de todo o mundo relembram o massacre
O presidente Joe Biden afirmou em um comunicado neste sábado (24/04) que os Estados Unidos reconhecem o extermínio em massa de cerca de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano em 1915, ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, como um genocídio.
"Lembramos as vidas de todos os que morreram no genocídio armênio na era otomana e reiteramos nosso compromisso de evitar que uma atrocidade como essa ocorra novamente", ele disse. "E lembramos para que sigamos sempre alertas contra a influência corrosiva do ódio em todas as suas formas."
O anúncio foi feito no Dia da Memória do Genocídio, em que armênios de todo o mundo relembram o ocorrido.
O genocídio armênio é reconhecido por historiadores e diversos países, incluindo Alemanha, França e Itália, além da Igreja Católica, as Nações Unidas e o Parlamento Europeu. Em 2015, o Senado brasileiro aprovou uma resolução reconhecendo o uso do termo genocídio para o massacre.
O governo da Turquia admite que o Império Otomano, que lutou na Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro, cometeu massacres contra a população armênia, mas nega que o episódio possa ser classificado como genocídio, pois o termo não seria utilizado na época.
O conceito de "genocídio" foi definido pela ONU em 1948 como atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.
Reação da Turquia
Minutos após a declaração de Biden, a Turquia respondeu que rejeita "em sua totalidade" o uso do termo genocídio para se referir ao massacre de armênios durante a Primeira Guerra Mundial.
"Não temos nada a aprender de ninguém sobre o nosso próprio passado. Oportunismo político é a maior traição à paz e à justiça", escreveu no Twitter o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu. "Rejeitamos inteiramente esse comunicado [de Biden] baseado somente no populismo".
Em seguida, o porta-voz presidencial da Turquia, Ibrahim Kalin, sugeriu a Biden olhar para a história americana recente antes de criticar outros países.
"Condenamos com firmeza e rejeitamos as afirmações do presidente dos EUA, que somente repetem acusações daqueles cuja única agenda é a inimizade com o nosso país", disse Kalin. "Recomendamos ao presidente dos EUA que olhe para o seu próprio passado e presente [de seu país]."
Pessoas ao redor de flores em um memorial
Neste sábado, armênios foram a memorial em homenagem às vítimas do genocídio em Erevã
Decisão americana
A Câmara dos Deputados dos EUA já havia aprovado, em outubro de 2019, uma resolução que reconhece como genocídio o massacre de armênios por otomanos.
Cerca de dois meses depois, o Senado americano também aprovou, por unanimidade, uma moção reconhecendo o genocídio, o que levou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a ameaçar fechar a base aérea americana de Incirlik, localizada no sul da Turquia.
Nenhum presidente americano, porém, havia usado o termo até este sábado para se referir ao massacre dos armênios. A chefe da sucursal da DW em Washington, Ines Pohl, observou que os antecessores de Biden não classificavam o ocorrido como genocídio para evitar "danificar os vínculos com a Turquia, um aliado importante na região".
A declaração de Biden cumpre uma de suas promessas de campanha, de que ele descreveria os assassinatos como uma tentativa deliberada de exterminar o povo armênio. Mas a iniciativa pode provocar problemas nas relações entre os Estados Unidos e o governo da Turquia, que é membro da Otan.
Estima-se que vivam nos EUA entre 500 mil e 1,5 milhões de pessoas com origens armênias, como a celebridade Kim Kardashian.
Posição da Armênia
Os armênios há muito tempo referem-se aos assassinatos em massa ocorridos durante a Primeira Guerra Mundial como um genocídio.
O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, escreveu um texto no Facebook agradecendo a Biden "pelo passo poderoso na direção da justiça e o apoio inestimável para os descendentes das vítimas do genocídio armênio".
Neste sábado, diversos armênios caminharam até um memorial em homenagem às vítimas do genocídio localizado no cume de um morro na capital Erevã.
Em um discurso no memorial antes de Biden ter divulgado o seu comunicado, o vice-ministro armênio das Relações Exteriores, Avet Adonts, disse que o uso do termo genocídio por um presidente americano "serviria de exemplo para o resto do mundo civilizado".
bl (DW, AFP, AP)
Desenho e inscrição pretos feitos sobre pedra
AS MENSAGENS DEIXADAS EM CAVERNAS PELOS SOLDADOS DA 1ª GUERRA
Batalhão dos durões
"Die hards", "os que morrem devagar", era o apelido do Regimento Middlesex, uma unidade britânica. Juntamente com a referência ao 17º Batalhão, ele foi escrito em grandes letras maiúsculas sobre as insígnias desenhadas na pedra.
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Data 24.04.2021
Assuntos relacionados Turquia, Erdogan, Joe Biden
Palavras-chave Armênia, Turquia, Joe Biden, genocídio, genocídio armênio
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